Indivíduos mais felizes e com níveis menores de ansiedade aplicam estes três princípios para enxergar a vida de um modo diferente

A ansiedade é um sentimento capaz de arruinar o nosso bem-estar e deturpar a realidade.

Você já refletiu sobre como certas pessoas aparentam levar a vida de uma maneira muito mais leve? Ao passo que muitos são consumidos pela tensão cotidiana, existem aqueles que conseguem preservar a serenidade, não importando quais sejam as adversidades.

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De acordo com o psiquiatra espanhol Enrique Rojas, o grande diferencial reside no modo como valorizamos as circunstâncias que experimentamos. Ele argumenta que, ao aprendermos a conferir a relevância adequada a cada ocorrência, somos capazes de diminuir de forma expressiva os índices de ansiedade.

Rojas divide percepções preciosas a respeito do controle das emoções e, no meio delas, encontram-se três diretrizes essenciais para quem almeja mais alegria e estabilidade.

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Os três princípios para mitigar a ansiedade, de acordo com Enrique Rojas

Nós, seres humanos, temos a inclinação de julgar as ocorrências de maneiras distintas, dependendo de quem as vivencia. Uma ilustração nítida e educativa para compreender isso é a decisão da Liga dos Campeões de 2014, disputada entre Real Madrid e Atlético de Madrid.

Naquela ocasião, existiam 23 indivíduos no gramado: 11 atletas de cada equipe e o juiz principal. De que maneira os fãs do Atlético de Madrid lidaram com o gol de Sergio Ramos no tempo extra? E qual foi a reação dos torcedores do Real Madrid?

O psiquiatra Enrique Rojas (Granada, 1949) alerta que as redes sociais estão corroendo a força de vontade dos estudantes, tornando-os cada vez mais narcisistas e menos comprometidos.

Eles experimentaram a mesma situação de maneiras diametralmente contrárias: ira e decepção para os adeptos do Atlético, felicidade e êxtase para os apoiadores do Real Madrid. Porém, como uma pessoa imparcial, que não torce para nenhum dos clubes, teria notado esse instante? Neste ponto, conseguimos distinguir a realidade neutra da realidade particular.

A realidade objetiva é descomplicada: aos 93 minutos de partida, uma bola cruzou a linha do gol. O que sobra é a compreensão subjetiva, desenhada pelo nosso cérebro e pelos nossos sentimentos.

É essa visão particular que nos leva a atribuir um peso maior ou menor às ocorrências da vida, o que é capaz de provocar emoções como a ansiedade. Alcançar a habilidade de avaliar as circunstâncias na proporção correta é uma tarefa difícil, contudo fundamental para preservar a estabilidade emocional.

  1. Julgue os acontecimentos com uma perspectiva de longo prazo

    Quantas vezes acreditamos que alguma coisa representava o fim do mundo, contudo mais tarde virou somente uma anedota divertida? É normal ficar chateado perante uma dificuldade, mas afastar-se um pouco e observar o cenário com distanciamento auxilia a compreender a sua verdadeira consequência no amanhã. Será que essa questão terá alguma importância de fato daqui a doze meses?
  2. Remova a carga dramática da circunstância

    No momento em que um problema real vira um imenso drama, torna-se complicado escapar desse ciclo ansioso. Todos os obstáculos, por mais insignificantes que soem para terceiros, são legítimos, pois os enxergamos de forma subjetiva. Entretanto, buscar assumir uma perspectiva mais neutra diante do que vivemos é capaz de auxiliar na diminuição do peso emocional da ocorrência.
  3. Questione se a sua atitude é proporcional à ocorrência

    Não há uma fórmula exata que determine a resposta certa para todas as circunstâncias, porém, amparados em nossas vivências, somos capazes de dar a cada acontecimento a verdadeira relevância que ele demanda. Os atletas do Atlético de Madrid, como exemplo, tiveram a sensação de que o universo desmoronava ao serem derrotados naquela decisão que parecia ganha.Entretanto, na prática desportiva, existe um fato incontestável: trata-se somente de uma partida. O mesmo princípio se aplica à vida. Com frequência, respondemos de forma exagerada a fatos que, sob uma ótica racional, possuem pouca importância. Ao fazermos uma pausa para ponderar, conseguimos observar a realidade de modo mais ponderado e compreender até qual limite essa situação de fato nos atinge.
BEM ESTAR

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